Entenda os diferentes tipos de vacinas para a COVID-19
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A vacinação para a COVID-19 segue em andamento no Brasil. Até o momento 7,07% da população foi imunizada com ao menos uma dose. As vacinas estão sendo distribuídas pelo Programa Nacional de Imunizações, que recomenda que todas as pessoas recebam duas doses da mesma vacina. Isso porque, até o momento, combinações de imunizantes diferentes não foram avaliadas em estudos científicos.
Para você que ainda tem dúvida sobre as vacinas que foram desenvolvidas ou estão em desenvolvimento, a Clínica do Pulmão separou uma lista com as principias diferenças de cada uma. Confira:
Vacina Pfizer/BiOnTech
Utiliza RNA mensageiro, somente um pedaço do material genético do vírus, o RNA, para despertar reação da nossa imunidade. É uma tecnologia inédita, nunca testada em humanos em larga escala, apesar de bem estudada. Necessidade de 2 doses.
Vacina Moderna
Também utiliza RNA mensageiro. Necessidade de 2 doses.
Vacina de Oxford /Astra Zeneca em parceria com Fiocruz
Utiliza vetor viral, um outro vírus causador de resfriado -adenovírus- é enfraquecido e, dentro desse vírus, eles colocam a informação para que as nossas células produzam anticorpos. É uma tecnologia segura. Necessidade de 2 doses.
Vacina Coronavac/Sinovac em parceria com Instituto Butantã
Utiliza vírus inativado, ou seja, o vírus é cultivado em laboratório e depois “morto” para a vacina. É uma tecnologia muito segura, a mesma que é utilizada para a vacina da gripe. Necessidade de 2 doses.
Vacina Sputinik V/Gamaleya
Utiliza vetor viral (adenovírus). Necessidade de 2 doses.
Vacina Janssen/Johnson & Johnson/NIH
Utiliza vetor viral (adenovírus). Estudos demostram efetividade com uma única dose.
É necessário lembrar que a vacinação é extremamente importante para combater a doença e que todas foram testadas quanto à sua segurança e eficácia.
Além disso, é importante ressaltar que mesmo após receber a vacina é preciso manter os cuidados convencionais, como uso de máscara, álcool em gel e evitar aglomeração. Isso porque, a imunização não tem efeito imediato, ou seja, leva um tempo para que o organismo crie imunidade, que, em geral, ocorre 2 semanas após a segunda dose. Ou seja, é necessário continuar com todas estas medidas de segurança e prevenção. E lembre-se de que algumas pessoas poderão contrair COVID-19 mesmo após vacinadas, mas com sintomas mais leves.
Para mais informações consulte o seu médico.